26 de junho de 2013

SOBRE O PRONUNCIAMENTO DA PRESIDENTA DILMA - parte II

A fala da presidenta Dilma, mais uma vez foi infeliz e de total despreparo dela. O que ela veio dizer a público, nada mais foi do que oferecer pão e circo para a nação brasileira que já anda tão sofrida com os desmandos do atual governo. A tal reforma política é inconstitucional e só iria gerar mais gastos aos cofres públicos do Brasil. 
      O pior de tudo nesta história, é a sensação de que a sra. Dilma Rousseff está completamente perdida e sem comando algum do que está ocorrendo. Me parece que ao elaborar esta democracia plebiscitária, ela não consultou o grande nome de seu aliado político, o sr. Michel Temer que é formado em direito constitucional e também professor nesta área. Qualquer jurista, advogado, Juiz e pessoas sensatas e coerentes jamais aprovariam este "pacto" que foi apresentado em seu novo pronunciamento. Vale lembrar que este "pacto", na verdade é uma das resoluções do 3º congresso de seu partido em 2007 e que está no portal do PT http://www.pt.org.br/arquivos/Resolucoesdo3oCongressoPT.pdf. Oremos por nosso país!

Pr. Marco Carvalho

22 de junho de 2013

SOBRE O PRONUNCIAMENTO DA PRESIDENTA DILMA





     Ontem à noite assisti o pronunciamento da Sra. Dilma sobre os últimos acontecimentos de protestos ocorridos em diversos estados e municípios do Brasil. Enquanto ouvia seu pronunciamento fiquei na expectativa de que fossem abordados assuntos de relevância para a população e não uma fala água com açúcar que em nenhum momento trouxe para a pauta de discussão os reais problemas de nosso país. Vir a público e não oferecer uma agenda contra a corrupção, num investimento sério na saúde, educação e em uma reforma política, nada vai mudar sra. presidenta.

     Na verdade o que a senhora fez foi simplesmente lavar as mãos como Pôncio Pilatos e deixar tudo com o congresso nacional para resolver. Dizer que os problemas da educação do Brasil serão solucionados com os royalties do petróleo é de um reducionismo abismal e irresponsável. Chamar os baderneiros de pequena minoria, só pode ser brincadeira. Que pequena minoria grande não? Mas tudo bem, deixa isso pra depois. E os escândalos do mensalão? e a famigerada PEC 37 e os gastos absurdos com os Estádios de futebol? Nenhuma palavra sra. presidente. Lamentável! Enquanto cristãos devemos orar pelos nossos governantes conforme a orientação de Paulo à Timóteo (1ª Tm. 2:1-3), sermos cidadãos que cumprem seus deveres e que respeitam as autoridades Romanos 13:1-5; 1ª Pedro 2:13-17; Clamarmos por leis mais justas Isaías 10:1,2; Salmos 94:20.

Oremos por um país mais justo. Amém!

Pr. Marco Carvalho

2 de fevereiro de 2013

A TRAGÉDIA DE SANTA MARIA - RS


            A tragédia de Santa Maria está na mente de todos os brasileiros. Mais de 230 mortes - a maioria de jovens, deixando centenas de famílias enlutadas, como consequência do terrível incêndio. O que era uma noite de diversão transformou-se em um rio de lágrimas que transborda por todo o país. Mais uma vez, as últimas viradas de anos têm sido marcada por tragédias. Em janeiro de 2011, avalanches de terra e enchentes ceifaram centenas de vidas, na região serrana do Rio. Em 2008/2009 foram inundações e deslizamentos assoladores em Santa Catarina.
            Na transição 2009/2010 tivemos também mortes e prejuízos causados pelas águas, no sudeste do Brasil. Naquela ocasião escrevíamos, também, sobre o terremoto no Haiti e choramos com o consequente sofrimento chocante e intenso daquele evento que dizimou cerca de 200 mil pessoas. Três anos depois, aquele povo ainda geme com a orfandade, dissolução social, promessas não cumpridas pela "comunidade internacional" e com a extrema e endêmica corrupção arraigada naquela terra. Isso porque ainda não nos saiu da memória o Tsunami de 26.12.2004, no Oceano Índico, quando pereceram cerca de 220 mil pessoas, situação recentemente lembrada no filme "O Impossível". Enquanto vemos as cenas de dor e tristeza, e avaliamos tudo isso, somos levados às Escrituras para procurar alguma compreensão trazida pelo próprio Deus, para esses desastres. É no meio dessas circunstâncias que decidimos recolocar aqui alguns pensamentos que já foram expressos neste Blog em posts anteriores.
            Na ocorrência de tragédias devemos resistir à tentação de procurar respostas que diminuem a bíblica soberania e majestade de Deus, e consequentemente não fazem justiça à sua pessoa, ou aquelas que nos colocam com Deus - pontificando um julgamento divino sobre a situação imediata da ocorrência. Tais “explicações”, “conclusões” e “construções” aparentam ser plausíveis, mas revelam-se meramente humanas, pois contrariam a revelação das Escrituras. Esses tipos de respostas sempre aparecem, quando ocorrem desastres; quando diversas vidas são ceifadas e pessoas que estavam entre nós desaparecem, de uma hora para outra. Interpretações estranhas dessas circunstâncias não são novidade e nem têm surgido apenas em nossos dias.
            Por exemplo, em novembro de 1755 a cidade de Lisboa foi praticamente arrasada por um grande terremoto. A conclusão emitida por padres jesuítas foi a de que: “Deus julgou e condenou Lisboa, como outrora fizera com Sodoma”. Voltaire (François Marie Arouet), que era um deísta, escreveu em 1756 “Poemas sobre o desastre em Lisboa”. Ali, ele culpa a natureza e a chama de malévola, deixando no ar questionamentos sobre a benevolência de Deus. Jean Jacques Rousseau, respondeu com “Carta sobre a providência”. Nela ele culpa “o homem” como responsável pela tragédia. Ele aponta que, em Lisboa, existiam “20 mil casas de seis ou sete andares” e que o homem “deveria ter construído elas menores e mais dispersas”. Ou seja, procurando “inocentar a Deus e a natureza” ele coloca a agência da tragédia no desatino dos homens, de maneira bem semelhante à que os especialistas contemporâneos e comentaristas da mídia adoram fazer. [1]
             Quando do terremoto no Haiti, à semelhança do que ocorreu no Tsunami, alguns depoimentos de pastores, que li, falavam sobre a “mão pesada de Deus, em julgamento”; opinião semelhante à emitida quando do acidente com o avião que transportava o grupo “Mamonas Assassinas”, em 1996. No entanto, nenhuma pessoa tem essa capacidade de julgamento, que reflete apenas orgulho e prepotência.
            Mas outros procuram uma teologia estranha às Escrituras, para “isolar” Deus da regência da história. São os mesmos que, quando da ocorrência do Tsunami e do acidente ocorrido com o Vôo 447 da Air France em junho de 2009, emitiram a seguinte conclusão: “Diante de uma tragédia dessa magnitude, precisamos repensar alguns conceitos teológicos” (veja as excelentes reflexões sobre esse último desastre, no post do Augustus Nicodemus, neste mesmo blog). No entanto, em vez de formularmos nossa teologia pelas experiências, voltemo-nos ao ensinamento do próprio Jesus.
            Graças a Deus que temos, em Lucas 13.1-9, instrução pertinente sobre como refletir sobre desastres e tragédias. A primeira tragédia tratada é aquela gerada por homens (Vs 1-3). Certos galileus haviam sido mortos por soldados de Pilatos. A Bíblia diz que “alguns” colocaram-se como críticos e juízes (a resposta de Jesus infere isso); deduziram que aqueles que haviam sofrido violência humana, sangue derramado por armas (um paralelo às situações que vivemos nos nossos dias) seriam mais pecadores do que os demais. No entanto, o ensino ministrado pelas Escrituras é o seguinte: Não vamos nos colocar no lugar de Deus. Não vamos nos concentrar em um possível juízo ou julgamento sobre as vítimas. Jesus, em essência diz: cuidem de si mesmos! Constatem os seus pecados! Arrependam-se!
             Mas ele nos traz, também, um segundo tipo de tragédias. Esta que é referida é semelhante, guardadas as proporções, a essas enchentes e deslizamentos, ou ao terremoto do Haiti. São tragédias classificadas como “fatalidades”. Jesus fala da Torre de Siloé. O texto (Vs 4-5) diz que ela desabou, deixando 18 mortos. Jesus sabia que mesmo quando, aos nossos olhos, mortes ocorrem como consequência de acidentes, isso não impede que rapidamente exerçamos julgamento; não impede que tentemos nos colocar no lugar de Deus. E Jesus pergunta sobre os que pereceram: “Acham que eram mais culpados do que todos os demais habitantes da cidade”? O ensino é idêntico: Não se coloquem no lugar de Deus; não se concentrem em um possível juízo ou julgamento sobre as vítimas; cuidem de si mesmos! Constatem a sua culpa! Arrependam-se!
             O surpreendente é que Jesus passa a ilustrar o seu ensino com uma parábola (Vs.6-9). Ele fala de uma figueira sem fruto. Aparentemente, a parábola não teria relação com as observações prévias, mas, na realidade, tem. Ela nos ensina que vivemos todos em “tempo emprestado” pela misericórdia divina. O texto nos ensina que:
Figueiras existem para dar frutos - o homem vinha procurar frutos - essa era sua expectativa natural. Todos nós fomos criados para reconhecer a Deus e dar frutos. Esse é o nosso propósito original.
Figueiras sem frutos “ocupam inutilmente a terra”. O corte é iminente, e justificado a qualquer momento.
O escape: É feito um apelo para que se espere um pouco mais, na esperança de que, bem cuidada e adubada, a figueira venha a dar fruto e escape do corte.
Lições para o vizinho? Jesus não apresenta a figueira como um paralelo para fazermos uma comparação com outras pessoas – cujas existências foram ceifadas como vítimas de violência ou fatalidades. Ele quer que nos concentremos em nós mesmos, em nossas próprias vidas, pecados e na necessidade de arrependimento.
Tempo emprestado: O que ele está ensinando e ilustrando, aqui, é que nós, você e eu, como os habitantes de Santa Maria, as vítimas do Tsunami, na Ásia, ou os habitantes do Haiti, vivemos em tempo emprestado; vivemos pela misericórdia de Deus; vivemos com o propósito de frutificar, de agradar o nosso proprietário e criador.
            Creio que a conclusão desse ensino, é que, conscientes da soberania de Deus e de que ele sabe o que deve ser feito, não devemos insistir em procurar grandes explicações para as tragédias e fatalidades. Jesus nos ensina que teremos aflições neste mundo (João 1.33) - essa é a norma de uma criação que geme na expectativa da redenção. 1 Pe 4.19 fala dos que sofrem segundo a vontade de Deus. Lemos que não devemos ousar penetrar nos propósitos insondáveis de Deus; não devemos “estranhar” até o “fogo ardente” (1 Pe 4.12).
            Assim, as tragédias, desde as locais pessoais até as gigantescas, de características nacionais e internacionais, são lembretes da nossa fragilidade; de que a nossa vida é como vapor; de que devemos nos arrepender dos nossos pecados; de que devemos viver para dar frutos.
            Também, não cometamos o erro de diminuir a pessoa de Deus, indicando que ele está ausente, isolado, impotente. Como tantas vezes já dissemos, “Deus continua no controle”. Lembremos-nos de Tiago 4.12: “um só é legislador e juiz - aquele que pode salvar e fazer perecer”. Não sigamos, portanto, nossas “intuições”, no nosso exame dos acontecimentos, mas a Palavra de Deus. Como nos instrui 1 Pe 4.11: “ se alguém falar, fale segundo os oráculos de Deus”.
            Em adição a tudo isso, não podemos cometer o erro de ser insensíveis às tragédias - Pv 17.5 diz: “o que se alegra na calamidade, não ficará impune”; mesmo perplexos, sabendo que não somos juízes nem videntes. Devemos nos solidarizar com as vítimas, na medida do possível e atravessar portas de contato e transmissão das boas novas divinas àqueles que Deus venha, porventura, colocar em nosso caminho.
Solano Portela
[1] Folha de S. Paulo 28/12/2004; Jornal do Commércio - Recife - 2/1/2005, de onde foram extraídas as citações desse trecho.
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Adaptado de estudos e sermões proferidos em 2005, e de POST de janeiro de 2010.
 

14 de janeiro de 2013

O JESUS DOS INCRÉDULOS - parte III


“Ainda uma vez, antes de prosseguir e deitar o olhar para diante, ergo, na minha soledade, as mãos para ti, em quem me refugio, a quem no mais fundo do coração consagrei solenemente altares, para que em todos os tempos não cesse de chamar-me a tua voz. Depois se acende, gravada profundamente, a palavra: ao Deus desconhecido! A ele pertenço, ainda que entre a turba dos malfeitores eu tenha até agora permanecido. A ele pertenço, embora sinta os laços que, em meio ao combate, me puxam para baixo e que, embora eu tente subtrair-me, me arrastam para o seu serviço. Quero conhecer-te, ó Desconhecido que penetras até o centro de minha alma, que atravessas minha vida como uma tormenta, incompreensível, aparentado comigo”.
(F. Nietzsche 1844 – 1900)
            Ao lermos este texto chegamos a duvidar que tenha sido Nietzsche o autor dele. Entretanto, foi ele mesmo quem disse estas palavras quando tinha aproximadamente 20 anos de idade. Quando nos deparamos com uma reflexão tão rica vindo de alguém que chegou a afirmar a “morte de Deus”, nos vem a mente qual seria a razão de homens e mulheres tornarem-se ateus? Poderíamos conjecturar diversas razões que levam pessoas das mais diferentes classes sociais a negarem a existência de Deus.
            Existe no ser humano uma sede pelo significado de sua vida. Podemos perceber que nas mais diversas culturas e povos há uma busca pelo sagrado, pelo divino, pelo ritual religioso. A pergunta que fica é de onde advém este sentimento? Alguns céticos e ateus dizem que o homem criou Deus e as divindades. Será? Muitos livros tem sido escritos sobre este assunto nas últimas décadas e para surpresa de muitos, Deus não morreu, pelo contrário continua muito vivo em pleno século XXI a tal ponto das diversas áreas das ciências humanas já admitirem a possibilidade ou plausibilidade da existência de algo transcendente.
            De acordo com J. J. Rousseau (1712-1778), em seu livro Contrato social, ele diz que: “nenhum povo já perdurou ou perdurará sem religião; se não tiver recebido uma crença religiosa, teria que criá-la para não ser destruído em pouco tempo”. Sendo assim, a Antropologia, a Sociologia, a Filosofia, a Arqueologia e a História, entre outras ciências, têm demonstrado de forma convincente que a religião está presente em todas as culturas antigas e modernas.
            Na verdade o ateísmo e seus correlatos nada mais são do que o salmista diz no salmo 14:1-3: “Disse o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras, não há ninguém que faça o bem. O SENHOR olhou desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus. Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos: não há quem faça o bem, não há sequer um”. A raiz de todas as mazelas sociais, existenciais, espirituais, psicológicas e físicas de acordo com a palavra de Deus chama-se PECADO. O único remédio para este mal é o PERDÃO dos nossos pecados através do sacrifício de Jesus na cruz do calvário.
            De acordo com este salmo observamos que o ímpio alimenta em seu coração a não existência de Deus pelo discurso “racional”. Porém, tal negação revela sua incredulidade que irá afetar sua visão de mundo e seus valores morais/éticos em relação a tudo. O salmista emprega uma expressão dura ao chamar aqueles que negam a existência de Deus de insensato. Esta palavra significa louco, quem age com desatino. Que não sejamos sábios aos nossos próprios entendimentos mais que nossa mente seja renovada por sua palavra a cada dia. Espero que estes posts tenham ajudado aqueles que buscam manterem-se fiéis na presença do Senhor.
 Marco Carvalho
 


9 de janeiro de 2013

O JESUS DOS INCRÉDULOS - 2


         É impressionante o aumento significativo de pessoas que tem se declarado ateus no Brasil. Basta dar um simples click na internet que iremos acessar os mais diversos sites, blogs, artigos, vídeos e afins, ridicularizando principalmente a fé cristã. Infelizmente muitos “cristãos” têm sido levados por essa onda “intelectual”, principalmente quando entram nas universidades. Este lugar onde deveria ser um espaço para os diversos tipos de pensamento e respeitar-se crenças, valores, e princípios, vemos muitos professores zombando da fé cristã e dos evangélicos. Como muitos dos nossos jovens e adolescentes não estão preparados para estes embates e muitas igrejas não abalizam esta faixa etária para isto, tornamo-nos presas fáceis destas pessoas.
            Para compreendermos um pouco melhor o ateísmo, precisamos distinguir sucintamente os seus pressupostos. Ao contrário dos teístas (aqueles que creêm em Deus), o ateu acredita que não há Deus neste mundo e muito menos no além. Já que os ateus têm muito em comum com os agnósticos e céticos, por isso muitas vezes os confundimos. Para entendermos isso basicamente veja: o cético diz: “Eu duvido que Deus exista”, o agnóstico diz: “Eu não sei” (ou não posso saber) se Deus existe. Porém, o ateu afirma categoricamente que Deus não existe.
            Nesta categoria existem os ateus (práticos) vivem como se Deus não existisse e os ateus (tradicionais) afirmam e tentam provar filosoficamente que Deus nunca existiu. Obviamente que existem muitos outros tipos de ateus. Entretanto, quero me ater nestes dois somente. Este último grupo de ateus usam normalmente dois tipos de argumentos em seus pressupostos. 1) argumentos contra as provas da existência de Deus; 2) argumentos contra a existência de Deus.
            No texto de colossenses 2:8 o apóstolo Paulo diz: “Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo as tradições dos homens, segundo as tradições dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo”. Neste texto o apóstolo nos exorta sobre ser levado cativo por falsas filosofias. Antes, devemos levar nossa mente cativa a Cristo e adotarmos uma filosofia segundo Jesus Cristo. No próximo post continuaremos falando mais sobre este assunto.
Marco Carvalho

31 de dezembro de 2012

FELIZ 2013!!!


        Estamos chegando perto de mais um fim de ano. Nesta época muitas pessoas costumam fazer novas promessas para o ano seguinte na expectativa de terem suas vidas transformadas como num passe de mágica. São as roupas brancas, os pulinhos na onda, as flores e tantos outros rituais para obterem conquistas, dinheiro, saúde e todo tipo de favor divino. Infelizmente ou (felizmente) para alguns mercadores da fé esses rituais se tornaram nesta época do ano uma oportunidade para explorarem da fé dos incautos e lhes tirarem ainda mais o que eles tem. São as campanhas de Israel, o banho ungido do Rio Jordão (atualmente este rio está pior que o rio Guandu), o óleo santo das Oliveiras e outras bobagens que iludem o povão que me parece gostar de ser enganado.
        O que percebo é que essas pessoas não estão à procura do Deus Trino revelado nas escrituras, mas, na verdade elas estão interessadas somente nos benefícios que Ele pode nos dar. Entretanto, o nosso Deus não se deixa escarnecer e muito menos está preso aos nossos interesses mesquinhos e que não o glorificam. O nosso Deus é Santo e é necessário que entremos na sua presença com amor e reverência e não buscando nossa vontade.
        Acontece que as pessoas e muitos cristãos se comportam como as multidões que seguiam Jesus no evangelho de João capítulo 6. Quando Jesus multiplicou os pães e peixes as grandes massas adoravam-no e lhe rendiam louvor, porém, quando Jesus disse: "A verdade é que vocês estão me procurando, não porque viram os sinais miraculosos, mas porque comeram os pães e ficaram satisfeitos" (João 6:26). Todo aquele carinho foi acabando e a verdadeira face dos "seguidores" foi sendo revelada. Muitos seguem Jesus por interesse. São pessoas que não foram regeneradas pelo Espírito Santo ou ainda não compreenderam que a maior dádiva que um homem ou mulher podem receber em sua vida é ter a vida eterna e o perdão dos seus pecados.
        Neste interím, surgem os lobos com pele de cordeiro para enganarem os fiéis com as novas indulgências para se obter um agrado de Deus. Não se deixem levar por doutrinas estranhas ao evangelho puro e simples das escrituras. Termino este texto fazendo algumas previsões para 2013.
 
1º O evangelho não é mágico se eu e você quisermos ter nossas vidas transformadas por Cristo em 2013 siga o conselho de Paulo em Gálatas 2:20: "Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim".
 
2º Não se deixe enganar pelos ilusionistas da fé siga a orientação da palavra em 2ª Tm 4:3-5"Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério".
 
3º Leia a palavra de Deus diariamente em 2013 e por toda sua caminhada cristã. Leia Salmos 1:1-3: "Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará".

4º Vivemos o tempo das sensações e do subjetivismo, nas igrejas, porém a palavra de Deus no profeta Jeremias diz algo importante sobre o coração humano. Medite em Jeremias 17:9 "O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo"?
 
5º Este novo ano que está para começar ocorrerá dificuldades e situações adversas. Porém, olhe para elas como o apóstolo Paulo fez em Romanos 5:1-5: "Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, E a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado".
 
Que todos sejam ricamente abençoados pelo Senhor Jesus e continuemos amando-o ainda mais em 2013. Beijo no coração.
 
Marco Carvalho

27 de dezembro de 2012

Deus é o autor do mal?


Norman Geisler e Thomas Howe

"Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas". (Is 45.7)

PROBLEMA: De acordo com este versículo, Deus forma a luz e cria as trevas, faz a paz e cria o mal (cf. também Jr 18.11 e Lm 3.38; Am 3.6). Mas muitos outros textos das Escrituras nos informam que Deus não é mau (1Jo 1.5), que ele não pode nem mesmo ver o mal (Hc 1.13), nem pode ser tentado pelo mal (Tg 1.13).

SOLUÇÃO: A Bíblia é clara ao dizer que Deus é moralmente perfeito (cf. Dt32.4; Mt 5:48), e que lhe é impossível pecar (Hb 6.18). Ao mesmo tempo, sua absoluta justiça exige que ele puna o pecado. Este juízo assume ambas as formas: temporal e eterna (Mt 25:41; Ap 20.11-15).
 
Na Sua forma temporal, a execução da justiça de Deus às vezes é chamada de "mal", porque parece ser um mal aos que estão sujeitos a ela (cf. Hb12.11). Entretanto, a palavra hebraica correspondente a mal (rá) empregada no texto nem sempre tem o sentido moral. De fato, contexto mostra que ela deveria ser traduzida como "calamidade" ou "desgraça", como algumas versões o fazem (por exemplo a BJ). Assim, se diz que Deus é o autor do "mal" neste sentido, mas não no sentido moral - pelo menos não da forma direta.
 
Além disso, há um sentido indireto no qual Deus é o autor do mal em seu sentido moral. Deus criou seres morais com livre escolha, e a livre escolha é a origem do mal de ordem moral no universo. Assim, em última instância Deus é respnsável por fazer criaturas morais, que são responsáveis pelo mal da ordem moral. Deus tornou o mal possível ao criar criaturas livres, mas estas em sua liberdade fizeram com que o mal se tornasse real. É claro que a possibilidade do mal (i.e., a livre escolha) é em si mesma uma boa coisa.

Portanto, Deus criou apenas boas coisas, uma das quais foi o poder da livre escolha, e as criaturas morais é que produziram o mal. Entretanto, Deus é o autor de um universo moral, e neste sentido indireto, ele, em última instância, é o autor da possibilidade do mal. É claro, Deus apenas permitiu o mal, jamais o promoveu, e por fim irá produzir um bem maior através dele (cf. Gn 50.20; Ap 21-22).

A relação de Deus com o mal pode ser resumida da seguinte maneira:

DEUS NÃO É O AUTOR DO MAL:

- No sentido do pecado
- Mal de ordem moral
- Perversidade
- Diretamente
- Concretização do mal

DEUS É O AUTOR DO MAL:

- No sentido de calamidade
- Mal de ordem não moral
- Pragas
- Indiretamente
- Possibilidade do mal

Fonte: Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia - Norman Geisler & Thomas Howe Via: Despertai, Bereanos!

24 de dezembro de 2012

Natal é ressurreição

"Ora, eu vos lembro, irmãos, o evangelho que já vos anunciei; o qual também recebestes, e no qual perseverais,  pelo qual também sois salvos, se é que o conservais tal como vo-lo anunciei; se não é que crestes em vão. Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras; que apareceu a Cefas, e depois aos doze;
depois apareceu a mais de quinhentos irmãos duma vez, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormiram; depois apareceu a Tiago, então a todos os apóstolos; e por derradeiro de todos apareceu também a mim, como a um abortivo. Pois eu sou o menor dos apóstolos, que nem sou digno de ser chamado apóstolo, porque persegui a igreja de Deus. Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus que está comigo. Então, ou seja eu ou sejam eles, assim pregamos e assim crestes".
(1 Co 15:1-11)
            Estamos no natal. A comemoração mais importante do cristianismo no Ocidente. Nesta data surgem muitas dúvidas sobre a data da nascimento de Cristo. Muitos dizem que o natal é uma festa pagã que se reporta ao deus Sol do antigo império romano que era festejado no dia 25 de dezembro. O mais importante nestas contendas que todo ano aparecem no dia 25 de dezembro, é compreendermos a dimensão do significado do natal. As escrituras nos mostram com clareza o real sentido desta comemoração que deve permear os nossos corações não somente no natal mais em toda a caminhada de vida cristã.
         O apóstolo Paulo descreve com propriedade em sua carta o que eu e todos os cristãos devemos nos alegrar. A ressurreição de Jesus é maior dádiva que um homem e uma mulher podem receber em suas vidas. Então, celebre, chore, vibre e viva a ressurreição de Jesus no seu coração a cada dia e compartilhe esta boa notícia a todos quantos você puder. Que a paz de Cristo reino no seu coração. amém.
 
Marco Carvalho
 

Natal significa liberdade


"Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida". — Hebreus 2:14-15
         Jesus se tornou homem porque o que era necessário era a morte de um homem que fosse mais do que um homem. A encarnação foi Deus trancafiando a si mesmo no corredor da morte.
Cristo não arriscou a morte. Ele a abraçou. Foi precisamente para isso que ele veio: não para ser servido, mas para servir, e dar a sua vida em resgate por muitos (Marcos 10:45). Não é surpresa que Satanás tenha tentado desviar Jesus da cruz! A cruz era a destruição de Satanás. Como Jesus o destruiu?
         O “poder da morte” é a habilidade de tornar a morte assustadora. O “poder da morte” é o poder que sujeita os homens à escravidão através do pavor da morte. É o poder de manter os homens em pecado, para que a morte seja algo hórrido. Mas Jesus privou Satanás de seu poder. Ele o desarmou. Ele moldou uma couraça de justiça para nós que nos torna imunes à condenação do diabo. Por sua morte, Jesus removeu todos os nossos pecados. E uma pessoa sem pecado leva Satanás à falência. Sua traição é abortada. Sua deslealdade cósmica é frustrada. “Já condenado está, vencido cairá.” A cruz o traspassou. E agora ele dá seus últimos suspiros. Natal significa liberdade. Liberdade do medo da morte.
       Jesus tomou nossa natureza em Belém, para morrer a nossa morte em Jerusalém, para que pudéssemos ser destemidos em nossa cidade. Sim, destemidos. Porque se a maior ameaça à minha alegria já se foi, então por que eu deveria me inquietar com as menores? Como você pode dizer: “Bem, eu não tenho medo de morrer, mas tenho medo de perder meu emprego”? Não. Não. Pense! Se a morte (eu disse morte — sem pulso, frio, morto!), se a morte não é mais um medo, estamos livres, realmente livres. Livres para nos arriscar em qualquer coisa sob o sol por Cristo e por amor. Sem mais escravidão à ansiedade.
Se o Filho o libertou, você será livre, de fato!
 

17 de dezembro de 2012

O Jesus dos incrédulos - parte I


 
           Todo ano quando se aproxima da data do natal, diversas mídias vinculam em seus sites, revistas, periódicos, blogs, documentários, etc. Alguma informação “nova” sobre o nascimento de Jesus. A revista superinteressante todo ano traz alguma reportagem sobre a pessoa de Jesus Cristo. Geralmente, essas matérias ressuscitam temas antigos para fomentarem no coração dos novos crentes dúvidas a respeito da historicidade dos relatos miraculosos realizados por Jesus que estão relatados nos evangelhos. Quando não é isso, são questionados os evangelhos que fazem parte do cânon bíblico e que a igreja escondeu por séculos, ou na pior das hipóteses não quis colocar os evangelhos chamados apócrifos por apresentarem uma visão diferente do Cristo dos evangelhos aceitos pela igreja ao longo dos tempos.
            Em uma dessas revistas que pude ler (Editora alto astral) o título da capa é: O verdadeiro Jesus – Conheça o Cristo que a Bíblia não revela – ou não quis revelar. Como sempre ocorre nestas matérias sensacionalistas e de cunho jornalístico duvidoso e parcial, nunca encontramos o contraditório para que haja um debate de idéias sobre um determinado assunto. O que acontece sempre é que só um lado é ouvido na história. Você nunca vê escritores, historiadores, teólogos conservadores apresentarem suas exposições e defesas sobre a vida de Jesus numa perspectiva ortodoxa.
            Geralmente os críticos da Bíblia sugerem que os documentos do Novo Testamento não são confiáveis. Ao pensarem dessa forma, mostram-nos a falta de conhecimento teológico-histórico dos fatos ou são mal intencionados mesmo. Existem muitas evidências convincentes de que o NT é um documento confiável. O NT detém, mais que qualquer outro documento escrito da história antiga, o maior número de manuscritos de antiguidade bem atestada, com cópias bem feitas, escritas por pessoas que cronologicamente se encontravam próximas dos eventos registrados.
            Segundo Libânio a historiografia moderna assumiu alguns cânones da concepção empírica e busca a maior objetividade possível dos fatos. No entanto, não podemos negar a historicidade de Jesus que morreu crucificado sob a ordem de Pôncio Pilatos é factual e não um mito ou uma lenda religiosa conforme os autores da revista supracitada tentam demonstrar em seus argumentos. Se os autores da matéria não estivessem tão tendenciosos sobre este assunto e fossem honestos intelectualmente, reportagens como estas e outras seriam publicadas com mais responsabilidade. Historiadores e filósofos pagãos do 1º século que em nada teriam o que ganhar ao escreverem sobre Jesus referiram-se a ele como figura real e histórica.
           O que de fato acontece é o que a bíblia chama de incredulidade. O apóstolo Paulo em 2º coríntios 4:4 disse: “Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus”. Sem que haja a iluminação do Espírito Santo nos corações dos homens e mulheres não podemos receber o evangelho da graça.
Marco Carvalho