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30 de novembro de 2013

BLACK FRIDAY GOSPEL: VOCÊ ACREDITA?

 Ontem foi realizado (copiado dos E.U.A) o Black Friday aqui no Brasil. Diversas lojas, sites, livrarias (inclusive evangélicas) aderiram essa onda. Entretanto, como quase tudo que importamos da cultura americana precisa ser piorado por nós e muito menos nos informamos sobre o significado de determinadas ações, o resultado não poderia ser outro que não fosse o "jeitinho brasileiro".
       As notícias dos telejornais e nas redes sociais sobre as compras realizadas pelos incautos é que muitos levaram gato por lebre. Sites congestionados, promoções falsas, fraudes, produtos danificados, etc. Pensam que estas coisas sobrevieram apenas às pessoas do "mundo". Logicamente que não! Infelizmente, temos visto em nosso meio as mesmas negociatas e estratégias de mercado com o intuito de levar as mentes e corações dos desavisados de plantão ao engodo.
          Neste tempo chamado de pós-modernidade onde as pessoas são vistas utilitariamente, os mercadores da fé se aproveitam para fabricarem milagres, curas e revelações nas aglomerações religiosas a fim de ludibriar aqueles que na busca por respostas mágicas e imediatas sucumbem aos maiores terrorismos que uma pessoa pode sofrer, que é na sua alma. Quantas pessoas estão decepcionadas com a “graça” por elas simplesmente a desconhecerem? Quando as esperanças se vão nas falibilidades dos homens, nos restam a fé em Deus. E nem nisto, estamos sendo poupados por estes estelionatários da fé. Precisamos seguir mais a recomendação paulina em Tito 1:10-11 que diz: “Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores, principalmente os da circuncisão, Aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância”. Esses que pervertem a mensagem do evangelho precisam ser calados. Isto que temos ouvido e visto, em nada engrandece o nome do Senhor.
Nesta hora consigo visualizar quando o apóstolo Paulo quis dizer em Atos 20:29-30 "Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho; E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si". São homens e mulheres que não se preocupam com o rebanho de Deus e muito menos com a sua palavra. Pelo contrário, o deus deles é próprio ventre. Este com certeza darão conta ao Senhor pelo descuido com as ovelhas do mestre da verdade e criador de todas as coisas. Que Deus tenha misericórdia!

Pr. Marco Carvalho




Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho;
E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si.

Atos 20:29-30

31 de outubro de 2013

Igreja Universal realizará prece pela oração dos mortos



Sinceramente quando eu penso que já havia visto de tudo, sou surpreendido por mais uma heresia "IURDIANA". Pois é, no BLOG de um dos pastores da Igreja Universal do Reino de Deus é possível encontrar um convite a oração pelos mortos. (Veja aqui). 496 anos depois da Reforma Protestante uma igreja dita "evangélica" comete a aberração de interceder pelos defuntos.Prezado amigo, infelizmente, essa equivocada doutrina católica está ganhando adeptos entre os evangélicos, que por desconhecerem as doutrinas fundamentais das Escrituras comportam-se de forma absolutamente antagônica ao ensino bíblico.
A prática de orar pelos defuntos iniciou-se por volta do 5º século (d.c), quando a igreja passou a dedicar um dia especifico do ano para rezar pelos seus mortos. No entanto, o culto de finados somente seria instituído na França, no século X, através de um abade beneditino de nome Cluny. Um século depois, os papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigaram aos fiéis a dedicarem um dia inteiro aos mortos. Já no século XIII o dia de rezar pelos finados finalmente começou a ser celebrado em 2 de novembro.
Essa data foi definida por ser um dia depois da comemoração da Festa de Todos os Santos, onde se celebrava a morte de todos que faleceram em estado de graça e que por algum motivo não foram canonizados.
Caro leitor, a Bíblia é absolutamente clara ao afirmar que após a morte só nos resta o juízo. Ensina também, que o fato de toda e qualquer decisão por Cristo só pode ser tomada em vida, o que, por conseguinte, nos leva a entender de que não existe fundamento teológico para interceder a favor dos mortos.
Para os católicos romanos a referência bíblica que fundamenta esta prática encontra-se em 2 Macabeus 12.44. Entretanto, nós protestantes, não reconhecemos a canonicidade deste livro e nem tampouco a legitimidade desta doutrina, uma vez que o Protestantismo não se submete às tradições católicas e sim as doutrinas das Sagradas Escrituras. Segundo a interpretação protestante, a Bíblia nos diz que a salvação de uma pessoa depende única e exclusivamente da sua fé na graça salvadora que há em Cristo Jesus e que esta fé seja declarada durante sua vida na terra (Hebreus 7.24-27; Atos 4.12; 1 João 1.7-10) e que, após sua morte, a pessoa passa diretamente pelo juízo (Hebreus 9.27) e que vivos e mortos não podem comunicar-se de maneira alguma (Lucas 16.10-31).
Ora, do ponto de vista bíblico é inaceitável acreditar que os mortos estejam no purgatório ou no limbo aguardando uma segunda oportunidade para a salvação. Em hipótese alguma nós como cristãos devemos celebrar ou participar de culto aos mortos, antes pelo contrário, fomos e somos chamados a anunciar aos vivos a vida que somente podemos experimentar em Cristo Jesus.
Pense nisso!
Renato Vargens
 http://renatovargens.blogspot.com.br/2013/10/igreja-universal-realizara-prece-pela.html

28 de outubro de 2013

À espera de um milagre

 
Leiam esta matéria da revista época desta semana. O link está logo abaixo.
http://www.istoe.com.br/reportagens/331588_A+ESPERA+DE+UM+MILAGRE

Pr. Marco Antônio

21 de outubro de 2013

Todos os caminhos levam a Deus? parte 1



 
          Essa tem sido a pergunta corriqueira quando nos deparamos numa conversa sobre religião. No Brasil já ficou praticamente estabelecido três “verdades”: política, futebol e religião não se discute. Será? Se essa premissa for verdadeira como ficam o papel missionário das igrejas e a pregação do evangelho? É importante notarmos que o cristianismo não é apenas uma questão de sentir, mas, também de pensar a fé que professamos (Ler o excelente livro de John Stott - Crer, também é pensar). As grandes doutrinas da fé cristã surgiram de perguntas que foram feitas ao longo das escrituras por homens e mulheres que queriam conhecer à Deus. No evangelho de João capítulo 3 temos um exemplo disto. Jesus mostra para Nicodemus a importância dele nascer de novo. Aqui temos duas doutrinas preciosas da fé cristã (Regeneração e arrependimento).
          Entretanto, a mentalidade pós-moderna é relativa e tem ojeriza aos absolutos. Em nome da pluralidade religiosa os cristãos do mundo inteiro são desafiados em sua teologia a apresentar uma resposta às perguntas que são feitas por céticos, incrédulos, místicos, religiosos, ateus e cristãos sinceros. Não seria uma intolerância do cristianismo arrogar para si como única detentora da verdade em um mundo tão plural? Será que Jesus é o único caminho para a salvação? Um Deus bondoso lançaria pessoas ao inferno? E as outras religiões mais antigas que o cristianismo? Não seriam uma resposta plausível aos questionamentos da pós-modernidade?
        Se todos os caminhos nos conduzem a Deus, como analisar pontos tão divergentes sobre o mesmo assunto nas religiões em relação as doutrinas básicas da fé cristã? Por exemplo: Salvação, Deus, Jesus Cristo, Espírito Santo, O Homem, Pecado, etc. Vejamos essas três religiões abaixo:

Mormonismo (Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias): Deus é um homem evoluído; Jesus é irmão de Lúcifer; o homem poderá evoluir até se tornar um deus; o Livro de Mórmon, Pérola de Grande Valor e Doutrinas e Convênios compõem um complemento da Bíblia e são a base doutrinária do Mormonismo; a salvação só poder ser encontrada no Mormonismo.
Budismo: Nega que Deus (ou deuses – já que não enxerga Deus como o Cristianismo bíblico) possa interagir com o homem, ou seja, é uma divindade impessoal, chegando ao ponto de negar a existência de um ser divino; a realidade não passa de uma grande ilusão; a vida do homem é apenas sofrimento, ou seja, viver é sofrer; “salvação” é tão somente se libertar dos ciclos de reencarnação (ao atingir o Nirvana).
Kardecismo (Espiritismo de Mesa Branca / Espiritismo Científico): Jesus foi um espírito puro, um médium. O Espírito Santo (o Consolador prometido por Jesus em João 16.7) é a própria doutrina codificada por Allan Kardec, ou seja, o Espiritismo é o Consolador; fora da caridade não há salvação (evolução, fim das reencarnações, estágio de pureza de espírito); a Bíblia não é a Palavra de Deus e a reencarnação é o meio pelo qual Deus aplica Sua justiça.
         Percebem o quão falacioso é pensarmos que todas as religiões levam ao mesmo Deus? Caminhos diferentes nos levam a lugares diferentes. O teólogo anglicano Alister Mcgrath diz: "Crer em Jesus Cristo não significa apenas amá-lo, adorá-lo ou confiar-se a ele. É crer em certas coisas bem definidas a seu respeito, as quais fundamentam e justificam esse amor, adoração e confiança nele".(Apologética para o séc. XXI - pág. 9).
No próximo post continuamos o assunto.

Pr. Marco Antônio 

2 de outubro de 2013

Jesus e os revolucionários do século XXI – parte 2

 Jesus partiu com seus discípulos para os povoados de Cesaréia de Filipe e, no caminho, perguntou a seus discípulos: “Quem dizem os homens que eu sou?” Eles responderam: “João Batista; outros, Elias; outros, ainda, um dos profetas”. “E vós”, perguntou ele, “quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “Tu és o Cristo”. Então, proibiu-os severamente de falar a alguém a seu respeito.
 (Mc 8,27-30).
            Esta narrativa no evangelho de Marcos é de suma importância para nós cristãos, que alcançados pela graça somos desafiados diariamente a respondermos uma simples e crucial pergunta: Quem é Jesus? Parece uma resposta óbvia. Entretanto, neste relato podemos observar que mesmo andando com Jesus os discípulos ainda não haviam compreendido quem era aquele homem que andava com eles. Penso que aqui seja o ponto de tensão de muitos daqueles que se dizem seguidores de Jesus acabam se perdendo.
            Quem nunca viu alguém usando uma camisa onde o rosto de Jesus faz uma alusão ao líder revolucionário Ernesto Che Guevara? Não é incomum vermos cristãos com camisas, bottons, bonés com o símbolo comunista junto com a cruz. O que será que isto significa? Não entrarei em questões políticas por não ser meu foco de análise, mas, fica uma pergunta: Jesus e Che Guevara tem algo em comum? Deixo essa para vocês.
            O que pretendo destacar é que é possível que você esteja equivocado sobre quem é Jesus e o que ele veio realizar aqui na terra. Muitos livros são escritos sobre Jesus. Ele já foi apresentado como filósofo, psicólogo, milagreiro, monge, economista, revolucionário, etc. Alguns teólogos liberais apresentaram um Jesus histórico que é diferente segundo eles do Jesus da fé. Interessante é que esse Jesus histórico a cada ano que passa se torna inacabado e precisa ser reformulada a cada “nova descoberta”. Porém, o que as escrituras dizem sobre Jesus?
            Neste relato do evangelho é interessante notarmos que Jesus faz uma pergunta para os de fora e outra para os seus discípulos. Os da multidão apresentaram um Jesus com diversas facetas. O que chama a atenção no texto é que Jesus é comparado com pessoas muito boas do Antigo Testamento. Isso deve ser um alerta para nós cristãos. Nem sempre aquilo que dizem a nosso respeito reflete a realidade. Apesar de terem sido homens proeminentes e cheios do Espírito de Deus, Jesus não aceitou ser mais um profeta. Ele era o Cristo, o Ungido, isto é, alguém que foi capacitado para realizar coisas extraordinárias. Desta maneira, Jesus foi o único. Ele era o ungido e não um ungido.
 As igrejas precisam saber quem foi Jesus e sua obra no propósito eterno de Deus para que não sejamos levados por falsos profetas. Muitos têm apresentado um Jesus diferente das escrituras sagradas. No próximo post falarei sobre as controvérsias sobre a pessoa de Jesus na história.
Pr. Marco Antônio Carvalho