21 de outubro de 2013

Todos os caminhos levam a Deus? parte 1



 
          Essa tem sido a pergunta corriqueira quando nos deparamos numa conversa sobre religião. No Brasil já ficou praticamente estabelecido três “verdades”: política, futebol e religião não se discute. Será? Se essa premissa for verdadeira como ficam o papel missionário das igrejas e a pregação do evangelho? É importante notarmos que o cristianismo não é apenas uma questão de sentir, mas, também de pensar a fé que professamos (Ler o excelente livro de John Stott - Crer, também é pensar). As grandes doutrinas da fé cristã surgiram de perguntas que foram feitas ao longo das escrituras por homens e mulheres que queriam conhecer à Deus. No evangelho de João capítulo 3 temos um exemplo disto. Jesus mostra para Nicodemus a importância dele nascer de novo. Aqui temos duas doutrinas preciosas da fé cristã (Regeneração e arrependimento).
          Entretanto, a mentalidade pós-moderna é relativa e tem ojeriza aos absolutos. Em nome da pluralidade religiosa os cristãos do mundo inteiro são desafiados em sua teologia a apresentar uma resposta às perguntas que são feitas por céticos, incrédulos, místicos, religiosos, ateus e cristãos sinceros. Não seria uma intolerância do cristianismo arrogar para si como única detentora da verdade em um mundo tão plural? Será que Jesus é o único caminho para a salvação? Um Deus bondoso lançaria pessoas ao inferno? E as outras religiões mais antigas que o cristianismo? Não seriam uma resposta plausível aos questionamentos da pós-modernidade?
        Se todos os caminhos nos conduzem a Deus, como analisar pontos tão divergentes sobre o mesmo assunto nas religiões em relação as doutrinas básicas da fé cristã? Por exemplo: Salvação, Deus, Jesus Cristo, Espírito Santo, O Homem, Pecado, etc. Vejamos essas três religiões abaixo:

Mormonismo (Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias): Deus é um homem evoluído; Jesus é irmão de Lúcifer; o homem poderá evoluir até se tornar um deus; o Livro de Mórmon, Pérola de Grande Valor e Doutrinas e Convênios compõem um complemento da Bíblia e são a base doutrinária do Mormonismo; a salvação só poder ser encontrada no Mormonismo.
Budismo: Nega que Deus (ou deuses – já que não enxerga Deus como o Cristianismo bíblico) possa interagir com o homem, ou seja, é uma divindade impessoal, chegando ao ponto de negar a existência de um ser divino; a realidade não passa de uma grande ilusão; a vida do homem é apenas sofrimento, ou seja, viver é sofrer; “salvação” é tão somente se libertar dos ciclos de reencarnação (ao atingir o Nirvana).
Kardecismo (Espiritismo de Mesa Branca / Espiritismo Científico): Jesus foi um espírito puro, um médium. O Espírito Santo (o Consolador prometido por Jesus em João 16.7) é a própria doutrina codificada por Allan Kardec, ou seja, o Espiritismo é o Consolador; fora da caridade não há salvação (evolução, fim das reencarnações, estágio de pureza de espírito); a Bíblia não é a Palavra de Deus e a reencarnação é o meio pelo qual Deus aplica Sua justiça.
         Percebem o quão falacioso é pensarmos que todas as religiões levam ao mesmo Deus? Caminhos diferentes nos levam a lugares diferentes. O teólogo anglicano Alister Mcgrath diz: "Crer em Jesus Cristo não significa apenas amá-lo, adorá-lo ou confiar-se a ele. É crer em certas coisas bem definidas a seu respeito, as quais fundamentam e justificam esse amor, adoração e confiança nele".(Apologética para o séc. XXI - pág. 9).
No próximo post continuamos o assunto.

Pr. Marco Antônio 

19 de outubro de 2013

Pregação Bíblica: o remédio de Deus hoje e sempre



 
Porque a Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hebreus  4.12).

            Vivemos dias difíceis nas igrejas, no que diz respeito à pregação da Palavra de Deus, e por isso somos desafiados a nos mantermos fiéis às Escrituras se de fato amamos a Palavra e o Deus da Palavra. Em muitos lugares chamados “igrejas”, o que menos se tem é a pregação fiel das Escrituras para alimentar o rebanho de Cristo. Muitas igrejas têm negligenciado este chamado e tem se preocupado mais com modismos, técnicas de marketing, estratégias de crescimento, etc. 
            O que temos visto em muitos lugares são igrejas doutrinariamente fracas e levadas por qualquer bobagem teológica. Infelizmente muitos líderes são os primeiros a abandonar a sã doutrina e abraçar um falso evangelho que não transforma, não liberta, não salva e não promove a graça de Deus. Estes estão mais preocupados em entreter o povo e lhes dizer o gostam de ouvir e não o que precisam ouvir.
            Segundo as Escrituras, Deus realiza o que Ele quer realizar, através da pregação (veja Isaías 55.10,11 e Atos 12.24). Isto significa que, se os pregadores querem que seus sermões sejam preenchidos com o poder de Deus, eles devem pregar o que Deus diz e não o que eles querem. A Bíblia tem muitos exemplos desse tipo de pregação e ensino: os sacerdotes ensinaram a Lei (Deuteronômio 33.10); Esdras e os levitas leram a Lei e deram o sentido dela (Neemias 8.8); e Pedro e os apóstolos expuseram as Escrituras e exortaram os seus ouvintes a responder com arrependimento e fé (Atos 2.14-41; 13.16-47). Por outro lado, Deus condena aqueles que “falam de sua própria imaginação, não da boca do Senhor” (ver Jeremias 23.16,18,21,22).
           A Igreja que prega a Palavra do Senhor, cumpre o sua vocação e  ministério ordenado pelo próprio Deus; para tanto, ela se prepara da melhor forma possível, usando de todos os recursos disponíveis que se harmonizam com os princípios bíblicos, recorrendo sempre ao auxílio do Espírito Santo na concretização de sua missão. Amém!

Pr. Marco Antônio




8 de outubro de 2013

Um alerta para você

 
   Ao longo do cristianismo diversas perguntas foram feitas sobre quem era Jesus. Nos primeiros cinco séculos da era cristã, diversos teólogos tiveram que oferecer respostas profundas aos questionamentos que surgiam no seio da igreja. Imaginem a situação. Os apóstolos já haviam morrido, Jesus não estava mais com eles no sentido de andar fisicamente com esses cristãos e a perseguição era intensa. Perguntinhas de concílio: Quem é Jesus? Quem é Deus? Quem e o Espírito Santo? Jesus era só divino ou apenas um homem? Entre outras. Abaixo vai um link sobre alguns desses grupos heréticos que a igreja teve que combater teologicamente e pastoralmente.

http://voltemosaoevangelho.com/blog/wp-content/uploads/2012/12/heresias_jesus_voltemosaoevangelho.pdf

Pr. Marco Antônio

2 de outubro de 2013

Jesus e os revolucionários do século XXI – parte 2

 Jesus partiu com seus discípulos para os povoados de Cesaréia de Filipe e, no caminho, perguntou a seus discípulos: “Quem dizem os homens que eu sou?” Eles responderam: “João Batista; outros, Elias; outros, ainda, um dos profetas”. “E vós”, perguntou ele, “quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “Tu és o Cristo”. Então, proibiu-os severamente de falar a alguém a seu respeito.
 (Mc 8,27-30).
            Esta narrativa no evangelho de Marcos é de suma importância para nós cristãos, que alcançados pela graça somos desafiados diariamente a respondermos uma simples e crucial pergunta: Quem é Jesus? Parece uma resposta óbvia. Entretanto, neste relato podemos observar que mesmo andando com Jesus os discípulos ainda não haviam compreendido quem era aquele homem que andava com eles. Penso que aqui seja o ponto de tensão de muitos daqueles que se dizem seguidores de Jesus acabam se perdendo.
            Quem nunca viu alguém usando uma camisa onde o rosto de Jesus faz uma alusão ao líder revolucionário Ernesto Che Guevara? Não é incomum vermos cristãos com camisas, bottons, bonés com o símbolo comunista junto com a cruz. O que será que isto significa? Não entrarei em questões políticas por não ser meu foco de análise, mas, fica uma pergunta: Jesus e Che Guevara tem algo em comum? Deixo essa para vocês.
            O que pretendo destacar é que é possível que você esteja equivocado sobre quem é Jesus e o que ele veio realizar aqui na terra. Muitos livros são escritos sobre Jesus. Ele já foi apresentado como filósofo, psicólogo, milagreiro, monge, economista, revolucionário, etc. Alguns teólogos liberais apresentaram um Jesus histórico que é diferente segundo eles do Jesus da fé. Interessante é que esse Jesus histórico a cada ano que passa se torna inacabado e precisa ser reformulada a cada “nova descoberta”. Porém, o que as escrituras dizem sobre Jesus?
            Neste relato do evangelho é interessante notarmos que Jesus faz uma pergunta para os de fora e outra para os seus discípulos. Os da multidão apresentaram um Jesus com diversas facetas. O que chama a atenção no texto é que Jesus é comparado com pessoas muito boas do Antigo Testamento. Isso deve ser um alerta para nós cristãos. Nem sempre aquilo que dizem a nosso respeito reflete a realidade. Apesar de terem sido homens proeminentes e cheios do Espírito de Deus, Jesus não aceitou ser mais um profeta. Ele era o Cristo, o Ungido, isto é, alguém que foi capacitado para realizar coisas extraordinárias. Desta maneira, Jesus foi o único. Ele era o ungido e não um ungido.
 As igrejas precisam saber quem foi Jesus e sua obra no propósito eterno de Deus para que não sejamos levados por falsos profetas. Muitos têm apresentado um Jesus diferente das escrituras sagradas. No próximo post falarei sobre as controvérsias sobre a pessoa de Jesus na história.
Pr. Marco Antônio Carvalho

24 de setembro de 2013

Você é politicamente correto? - parte 2

 
     Dando continuidade a essa "ideologia do bem", o que se visto nesta sociedade pós-moderna é um fascismo disfarçado que sorrateiramente tem aviltado a liberdade de expressão. Esses patrulhadores da linguagem tem se esmerado em dar novos sentidos e significados às palavras para que elas se apresentem diante de nós de maneira mais suave e menos "preconceituosa". São pessoas que advogam para si certa áurea angelical e de tão boas e honestas que são, conseguem novos adeptos deste movimento quase messiânico.         
       Esse fascismo moderno tem encontrado solo fértil aqui no Brasil e nos países latinos. Principalmente nos meios acadêmicos onde somos doutrinados dia após dia com esta corrente ideológica. Quem nunca ouviu nas salas de aula algum professor ridicularizar a religião cristã e enaltecer as vítimas que são oprimidas pelos cristãos intolerantes, fundamentalistas, homofóbicos, machistas, racistas, etc. 
         É óbvio que existem pessoas que se dizem cristãs que se enquadram perfeitamente nas descrições acima. Entretanto, o que ocorre é uma política de massas ( Ler o livro a rebelião das massas - José Ortega Y Gasset) que procura controlar as liberdades fundamentais em nome dos fracos e oprimidos. Será que não estamos vivendo uma nova forma de totalitarismo? A tática usada pelos intelectuais que estão no poder está dando certo. Cabe a nós que temos a mente de Cristo discernirmos a vontade do Senhor para não sermos ludibriados com pão e circo. Que o Senhor nos ilumine pelo seu Espírito! Amém. 

Marco Carvalho

14 de setembro de 2013

Você é Politicamente correto? - parte 1

          Atualmente temos visto nos meios de comunicação um grande apelo para aquilo que se chama de fazer o bem e ser politicamente correto. Nada contra fazer o bem. As escrituras já nos fala disso a mais de 2000 anos. Leiam em Tiago 4:17. Entretanto, existe uma corrente de pensamento que tem procurado se levantar com a bandeira dos fracos e oprimidos de plantão com o intuito de cercear qualquer manifestação (entenda-se pensamento) que seja contrário a ideologia dominante. Não estou dizendo que como cristãos não devamos lutar pelos que sofrem injustiças. Leiam os seguintes textos: Deut. 16:19; 2 Cr 19:7;Salmos 5.4; Salmos 11.5; Prov. 16.8; Jer. 22.13. Existem outras passagens bíblicas onde vemos Deus e seus profetas agindo contra a corrupção,a desigualdade social, a opressão, o suborno, etc. O que estou dizendo é o barateamento do debate público sobre ser politicamente correto.
      Vemos o politicamente correto se apresentando em diversas áreas do saber. Como devemos nos referir aos morros cariocas? De favela ou comunidade? Aqueles que não enxergam? De cego ou deficiente visual? Daquelas que praticam sexo sem compromisso? prostituta ou profissional do sexo? E os negros? De negrão ou afrodescendente? Só para citar alguns casos mais comuns. Alguns livros de nossa literatura (Monteiro Lobato- caçadas de Pedrinho) tem sido alvo de duras críticas por causa de sua conotação racista. Alguns sugeriram que ela fosse retirada das salas de aula. (Não seria isto uma nova ditadura - a dos direitos?). Porém, o tal direito só é direito quando é pronunciado pelos intelectuais da ideologia dominante. Porque quando é dita pelos "reacionários" é rotulada de fundamentalista, homofóbica, sexista, etc.
         Não estou defendendo os abusos, a falta de respeito e principalmente as piadas de mau gosto que alguns contam e que ofendem gratuitamente as pessoas. A liberdade pressupõe limites e bom senso pra tudo. O que não deve ocorrer é um cerceamento à opinião e a liberdade de consciência que são conquistas caras para a democracia. No próximo post continuamos essa conversa...

Marco Antônio Carvalho
Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.
Tiago 4:17

3 de setembro de 2013

O fascismo do PT contra os médicos



  O PT está usando uma tática de difamação contra os médicos brasileiros igual à usada pelos nazistas contra os judeus: colando neles a imagem de interesseiros e insensíveis ao sofrimento do povo e, com isso, fazendo com que as pessoas acreditem que a reação dos médicos brasileiros é fruto de reserva de mercado. Os médicos brasileiros viraram os "judeus do PT".
Uma pergunta que não quer calar é por que justamente agora o governo "descobriu" que existem áreas do Brasil que precisam de médicos? Seria porque o governo quer aproveitar a instabilidade das manifestações para criar um bode expiatório? Pura retórica fascista e comunista. E por que os médicos brasileiros "não querem ir"?
A resposta é outra pergunta: por que o governo do PT não investiu numa medicina no interior do país com sustentação técnica e de pessoal necessária, à semelhança do investimento no poder jurídico (mais barato)?
O PT não está nem aí para quem morre de dor de barriga, só quer ganhar eleição. E, para isso, quer "contrapor" os bons cidadãos médicos comunistas (como a gente do PT) que não querem dinheiro (risadas?) aos médicos brasileiros playboys. Difamação descarada de uma classe inteira.
A população já é desinformada sobre a vida dos médicos, achando que são todos uns milionários, quando a maioria esmagadora trabalha sob forte pressão e desvalorização salarial. A ideia de que médicos ganham muito é uma mentira. A formação é cara, longa, competitiva, incerta, violenta, difícil, estressante, e a oferta de emprego decente está aquém do investimento na formação. Ganha-se menos do que a profissão exige em termos de responsabilidade prática e do desgaste que a formação implica, para não falar do desgaste do cotidiano. Os médicos são obrigados a ter vários empregos e a trabalhar correndo para poder pagar suas contas e as das suas famílias. Trabalha-se muito, sob o olhar duro da população. As pessoas pensam que os médicos são os culpados de a saúde ser um lixo.
Assim como os judeus foram o bode expiatório dos nazistas, os médicos brasileiros estão sendo oferecidos como causa do sofrimento da população. Um escândalo. É um erro achar que "um médico só faz o verão", como se uma "andorinha só fizesse o verão". Um médico não pode curar dor de barriga quando faltam gaze, equipamento, pessoal capacitado da área médica, como enfermeiras, assistentes de enfermagem, assistentes sociais, ambulâncias, estradas, leitos, remédios.
Só o senso comum que nada entende do cotidiano médico pode pensar que a presença de um médico no meio do nada "salva vidas". Isso é coisa de cinema barato. E tem mais. Além do fato de os médicos cubanos serem mal formados, aliás, como tudo que é cubano, com exceção dos charutos, esses coitados vão pagar o pato pelo vazio técnico e procedimental em que serão jogados. Sem falar no fato de que não vão ganhar salário e estarão fora dos direitos trabalhistas. Tudo isso porque nosso governo é comunista como o de Cuba. Negócios entre "camaradas". Trabalho escravo a céu aberto e na cara de todo mundo.
Quando um paciente morre numa cadeira porque o médico não tem o que fazer com ele (falta tudo a sua volta para realizar o atendimento prático), a família, a mídia e o poder jurídico não vão cobrar do Ministério da Saúde a morte daquele infeliz. É o médico (Dr. Fulano, Dra. Sicrana) quem paga o pato. Muitas vezes a solidão do médico é enorme, e o governo nunca esteve nem aí para isso. Agora, "arregaça as mangas" e resolve "salvar o povo".
A difamação vai piorar quando a culpa for jogada nos órgãos profissionais da categoria, dizendo que os médicos brasileiros não querem ir para locais difíceis, mas tampouco aceitam que o governo "salvador da pátria" importe seus escravos cubanos para salvar o povo. Mais uma vez, vemos uma medida retórica tomar o lugar de um problema de infraestrutura nunca enfrentado. Ninguém é contra médicos estrangeiros, mas por que esses cubanos não devem passar pelas provas de validação dos diplomas como quaisquer outros? Porque vivemos sob um governo autoritário e populista.

Luiz Felipe Pondé, pernambucano, filósofo, escritor e ensaísta, doutor pela USP, pós-doutorado em epistemologia pela Universidade de Tel Aviv, professor da PUC-SP e da Faap, discute temas como comportamento contemporâneo, religião, niilismo, ciência. Autor de vários títulos, entre eles, "Contra um mundo melhor" (Ed. LeYa). Escreve às segundas na versão impressa de "Ilustrada".

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2013/09/1335414-o-fascismo-do-pt-contra-os-medicos.shtml

30 de agosto de 2013

Jesus e os revolucionários do séx. XXI - parte 1

     Todo ano surge algum jornalista, historiador, teólogo e afins discursando sobre a pessoa de Jesus. Li recentemente na revista época http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2013/08/volta-do-bjesus-revolucionariob.html  mais uma tese de que a imagem boazinha e pacífica de Jesus na verdade nunca existiu, mas, foi criada pela igreja ao longo dos séculos. Será que isso é realmente verdade? 
       A história do cristianismo tem mais de 2000 anos e ao longo de sua trajetória ela tem enfrentado diversos inimigos (internos e externos) e com a graça de Deus tem resistido a todo tipo de ataque contra ela. Temos visto na prática a palavra de Mateus 16:18 se cumprindo. Fico impressionado como que os teólogos liberais distorcem os evangelhos e nos apresentam um Jesus que mais se parece com o Che Guevara e Fidel Castro que implantaram o ideário do proletariado preconizado por Karl Marx (1818-1883) do que o que é apresentado nos evangelhos e em todo Novo Testamento. Continua no próximo post...
Pr. Marco Carvalho

12 de agosto de 2013

Os perigos do "Estado Laico"

 
    Um dos temas mais recorrentes nas redes sociais, mídias eletrônicas, jornais, rádios e revistas tem sido a questão do Estado laico. O que tem me impressionado nestas discussões é a repetição sistemática de que o Brasil é um Estado laico e que por isso a religião (a cristã, diga-se de passagem) não deve opinar sobre nada na sociedade. Já ouviram aquela historinha de que de tanto repetir uma mentira ela se torna verdadeira? Pois é, o que estamos vendo é justamente isto. Os propagadores do estado laico não suportam o contraditório e muito menos a fé cristã, já que ela é a última coisa que ainda põe limites de ordem moral e ética nos indivíduos. Uma sociedade sem regras e limites está sujeita ao que o Pedro Bial (aquele do "na moral") disse no último programa: Que tal ser fiel ao desejo?. Se cada um de nós seguirmos o desejo do nosso coração fatalmente seremos levados a degradação humana em nome desse tal Estado laico. Entretanto, o "Estado laico" tem se tornado um deus e como todo o falso deus, ele se torna um ídolo que escraviza a alma que conduz a todo tipo de imoralidade e engano que acaba seduzindo e encantando os ouvidos como num canto da sereia. As sagradas escrituras já nos adverte sobre isto quando o apóstolo João diz: "Pois tudo o que há no mundo - a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens - não provém do Pai, mas do mundo." (1 Jo 2:16).
     Afirmo categoricamente que o desejo do coração humano é corrupto em essência e que a tendência natural é de satisfazermos nossas vontades e anseios. O texto em ocasião reflete três áreas da vida humana em que todos nós somos atingidos independentemente da classe social, etnia, gênero. A cobiça da carne: a ideia do texto é um desejo desenfreado que temos devido a nossa natureza decaída e que não glorifica a Deus. Um texto que demonstra esta situação é o de Gálatas 5:19-21. A cobiça dos olhos: é o desejo de contemplar aquilo de agrada aos olhos ainda que seja proibido. É a ambição do ter ao invés do ser. Um texto que reflete bem isso é Gn 3:6. E por último, a ostentação dos bens: Em outras traduções vem a expressão soberba. Nada mais do que o desejo de ter posição e de querer ficar acima dos outros. Já dizia o sábio: "O orgulho leva a pessoa à destruição, e a vaidade faz cair na desgraça" (Pv 16.18).
      O primeiro a fazer a separação entre religião e Estado foi Jesus quando disse: "Então, dêem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus" (Mateus 22:21). O ponto em questão é que Jesus vai ao cerne da questão ao tratar desta questão. Ele aponta para o real problema que não são as desigualdades, as injustiças, a corrupção e tantas outras mazelas que afligem o ser humano. Obviamente que não estou dizendo que tais coisas não sejam problemas sérios, mas estes são os sintomas de algo muito maior que se chama PECADO. Enquanto depositarmos nossa esperança em César (Estado/Homem) não veremos as reais transformações que só podem ser geradas pela pregação do evangelho. Ao longo da história vemos que os Césares da vida exerceram muita influência (boa ou má) nas sociedades pois tal sistema revela apenas a nossa natureza decaída e rebelde diante de Deus. Por isso, ela é injusta, perversa, corrupta, imoral e imperfeita. Diante disto, não transformemos o "Estado laico" em um deus para darmos glória a César ao invés de Deus. Que o senhor ilumine nossas mentes e corações.

Pr. Marco Antônio Carvalho